quarta-feira, 15 de julho de 2015

“Um verso de esquina” (04/06/2015)

O mundo é feito de esquinas
Não é mesmo Aldo Quiroga
Pois entre tantos contornos
Foi nascer aqui do lado
A poesia, sim ela mesma
Com nome e endereço
E até atividade comercial
Alimentando almas e corpos
Com palavras e pães
Sei que de pronto não leva a sério
Mas segue foto em anexo
Pois notícias perderam a fé
Eu mesmo confesso, duvidei
Na noite me pareceu miragem
Fadiga dos olhos sem pedras
O letreiro permaneceu além dos sonhos
A poesia estava instalada
Com data de inauguração
Toda vila carece de um poeta
Qualquer dúvida sobre meu lugar
Desapareceu por aquela porta
Sou neste aqui
Sou neste agora
Dobro a esquina pro resto da minha vida

Ass: Danilo Mendonça Martinho

4 comentários:

  1. A cada dobra, o novo! Abraços poeta!

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  2. Excelente! Muito bem escrito! Perfeita construção! Abraços!

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  3. Nas profundezas deste poema, liberto-me.

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  4. A esquina quem dobra a vida ou a vida quem dobra a esquina?

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