domingo, 2 de novembro de 2014

“Antigas ilusões” (17/10/2014)

Já não me importa o sentido que vai seguir o trem
Teu rosto recostado contra o vidro será desconhecido
Meu destino tem outros caminhos agora
Onde a descoberta já não está do lado de fora
Belezas me passarão os olhos como paisagem
Abraços e beijos me são apenas lembranças
Meu coração sabe, pela primeira vez, para onde voltar
A felicidade só precisa de uma vez
Será por dentro de nossas almas que construiremos
Nossos olhos, corpos e gestos fizeram sua parte
Seremos agora um para o outro
Há tanto espaço quando se juntam vidas
Setenta e dois metros quadrados de sonhos
E cinco janelas para o horizonte
Pelo menos aqui não preciso de mais nada
Quem diria que quando pegava outro vagão
Diferente das mulheres que me chamavam atenção
Sempre estava no lugar certo

Ass: Danilo Mendonça Martinho

3 comentários:

  1. Forte presença de Drummond neste poema, o que não dilui seu toque particular de Poeta da Colina.

    ResponderExcluir
  2. E é sempre o lugar certo.

    Abraços poeta!

    ResponderExcluir