quarta-feira, 27 de março de 2013

“O sentir não tem nome”

Desenhar o amor é muito fácil. Todo mundo já deve tê-lo feito, provavelmente mais de uma vez. É que se descobre que diferente coisas lhe cabem, talvez até mesmo tudo, mas nem tudo te serve. Seus traços podem reproduzir conceitos, pessoas, memórias, e (acredite) dores. São formas que experimentamos, nem sempre voluntariamente. Fico pensado nos moldes que não se encaixam. Será que arrastamos o amor, ou mesmo o deformamos para nos servir? Há muito na conta dele. O romance segue de uma maneira particular, obedecendo escolhas e essências. Sabemos, o humano erra, e também muda. O amor não esmaece, nem se dissipa, são os quereres que são outros, são os limites da alma que se atingem. O amor segue, só amor. Viver tem variáveis tão infinitas. Talvez o correto seja deixar esse desenho em aberto, não é preciso ter pressa, há muitos enganos quando só se precisa de um acerto. Não falemos dele, que apenas sente. 

Ass: Danilo Mendonça Martinho

9 comentários:

  1. Desse sentimento que não cabe definições, nos apetece pensarmos que temos o controle quando rabiscamos qualquer certeza remota no papel...

    ResponderExcluir
  2. Que coisa linda de ser ler e reler.
    Amei!
    Te seguindo.
    Bjus!

    ResponderExcluir
  3. E quando há aquele não saber lhe dar com o amor que lhe é entregado. Não sei se já conheci verdadeiramente o amor. Talvez por querer definí-lo esqueço de apenas sentir.

    ResponderExcluir
  4. Tudo o que eu precisava ler nesse momento... Lindo!

    ResponderExcluir
  5. O amor não cabe em definições, nunca caberá.
    Ele sente, e isso basta.

    ResponderExcluir
  6. Perfeito; ele é, mas visto nós, conforme o sentimos.

    Abraços poeta!

    ResponderExcluir
  7. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  8. O Amor não nos pede justificativas para continuar sendo, independente de nós.

    ResponderExcluir