"Poeta da Colina - Um Romântico no Século XXI"

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

“Avós” (22/01/2013)

Não é que a vida deixe de se criar
Ou que nós abandonamos nossos passos
Mas um dia a lembrança simplesmente invade
E todo agora se completa com uma história

Aquela estrada que ainda não existia
A noite mais fria da vida
Diversão tinha outras cores
Que os jovens de hoje não enxergam

Não há lugar que o passado não entre
A nostalgia vira companhia da rotina
Não sei se para suportar a realidade
Ou para adornar os dias

Perdido nas palavras eu sorrio
Há uma alma cheia de lugares na minha frente
A esperança de preencher a minha
Que amanhã eu tenha o que contar

Ass: Danilo Mendonça Martinho

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

“Descanso” (16/01/2013)

O sol sempre nasce
A natureza sempre respira
Mas nosso olhar divaga
Se perde na distração da rotina
O tempo nos pede outras coisas
Contemplar a vida permanece na lista
Mais esquecido do que lembrado

Tem uma cadeira vazia na beira da praia
Tem um banco esperando na varanda
Tem uma rede balançando em ócio
Há tanta paz nas frestas do mundo
Nós aqui sem ao menos desviar o caminho
Ninguém precisa de permissão para parar
Faça sempre que precisar
É a alma que sustenta o corpo
É a imensidão da vida que alimenta a alma

Ass: Danilo Mendonça Martinho

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

“Forças” (08/01/2012)

Há quem viva na beira do caminho
O mar carregou, mas insistiu
Ninguém volta sem marcas
A cicatriz nos diferencia tanto
É difícil aceitar sem reconhecer
Mas não há mão estendida
O estranho deve saber seu lugar
Toda essa luta para voltar
Não há espaço para pedir socorro

Existe caminho sem volta
A escolha será sempre do outro
Isso não nos faz isentos
Expulsamos tudo que é diferente
Evitamos o desconhecido
Como se um fosse fazer tudo ruim
Mas o todo não pudesse fazer desse um, bom

Ass: Danilo Mendonça Martinho

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

“Fortaleza” (07/01/2012)

É estranho defender a si
Parecemos utópicos
Contrariando por simples despeito
O diferente, o alternativo
Amaldiçoado a se arrepender
Segregado por uma escolha
Como é difícil perseguir um sonho

Ninguém quer se ver só
Se preciso destrói horizontes
Tudo por sua causa mesmo que perdida
O querer não sobrevive fora da alma
Precisa do coração certo
E de uma força desconhecida
Pois a oposição pode ser todo resto

Caminhos não faltam
A felicidade reside com nossa escolha
Cada vida tem o que a completa
A maré sempre levará alguns
Meu norte só faz sentido para mim
Por isso defendê-lo
Não há quem vá lutar por você

Ass: Danilo Mendonça Martinho

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

“Rumo ao Futuro” (02/01/2013)

Todo desconhecido vive entre medos, ainda sim beira novos sonhos. O passo nunca se parece com o desejo, mas é exatamente a descoberta que o mantém vivo. Ao nosso lado temos a escolha e o coração. Não se engane, a razão não está em nenhum dos lados. Confiar em si jamais foi garantia de sorrisos. Ao decidir fazer a curva, muito pode doer, muitas coisas podem se perder e o destino se embaralhar. Só que no fim dela permanecerá seu espírito. Nenhum outro horizonte além daquele que você desenhou te trará paz. É o que nos mantém derrapando nessa estrada ajustando a direção. Os sonhos e os fracassos vão continuar beirando o possível, mas a escolha e o coração estão do nosso lado. 

Ass: Danilo Mendonça Martinho