quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

“Meu caro...” (05/12/2012)

Meu amigo, foi bom não te ver partir. Fica assim aquela ideia de um até logo que é muito mais verdadeira se tratando dos nossos corações. Nossas bobagens foram mais contidas, nossos segredos mais silenciosos, mas o que me alegra é esta mesa que continuamos todos a sentarem em volta. Não posso te prometer meus rumos nessa vida, mas posso prometer um abraço. Acho que isso nos manteve não aqui, mas em pé. Poderia aqui ser nostálgico em uma dose desmedida sobre as salvações de uma amizade, os lugares tão profundos onde fomos nos buscar, mas vamos abrir mão ao menos destes detalhes. Há um sorriso novo, é somos novos, acho que temos uma perspectiva sobre a vida que jamais imaginamos, sabíamos que chegaria, não pensei nesse quando. Fiquemos assim, sem quando. Alguns dizem que a vida nos mantém por perto, nós sabemos que parte de tudo é uma escolha. Espero nunca te ver partir. 

Ass: Danilo Mendonça Martinho

8 comentários:

  1. Romantismo alemão, no Brasil?

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  2. E quantos veremos partir, até que podemos bater de frente com reencontro. E dar um sentido gostoso as partidas. Mesmo que os reencontros sejam só possíveis de um ápice de nostalgia.

    Grata!

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  3. Engraçado que agora acabo de me despedir de grandes amigos, pois cada um seguirá seu curso, viajar, repensar a vida, e só nos veremos ano que vem, sabe-se lá quando, mas espero que logo. Tínhamos um ponto de encontro, mas que por razões maiores não mais o será. Espero que essa amizade boa prossiga, e que os dias sem ver não causem distância, afastamento, digo em termos de coração mesmo... tuas palavras se encaixaram em meu fim de noite. Gratidão!

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    1. Não por isso. Alegra-me saber dessas histórias.

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  4. Se precisar que seja por pouco tempo, apena para aumentar a alegria do retorno.

    Abraços poeta!

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  5. Mas ainda sim, perdurará na alma a lembrança bonita do encontro das almas, o milagre.

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