segunda-feira, 21 de novembro de 2011

“Trancafiado” (13/11/2011)

As paredes do meu quarto me confortam
Não quero deixar as cobertas
Se ainda fosse alguma preguiça
Mas é o mundo que deixou de ser vontade
Quero continuar girando aqui dentro
Um desaparecimento discreto
Abdicando de toda e qualquer luta
Estou enfadado deste universo
O trabalho que só consome
O sentimento que apenas desespera
Não me incomoda essa clausura
Aqui tudo está ao meu alcance
A vida atrás de uma janela
E absolutamente nada que me exija

As vezes é tanto que nos falta
Ao menos meu quarto posso preencher

Ass: Danilo Mendonça Martinho

10 comentários:

  1. Você também preencheu o poema com o seu traço único, uma forma de fazer do mundo - um lugar seu.

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  2. Logo por esses dias que eu percebi que a ideia de sair de casa anda me causando um certo desespero.

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  3. "As vezes é tanto que nos falta...", que o que precisamos é de nosso espaço.
    Trancafiado(a), faço parte!

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  4. "As vezes é tanto que nos falta
    Ao menos meu quarto posso preencher"

    Tantas vezes me senti assim, mas agora meu mundo está se expandindo.
    Parabéns por este belo poema!
    Beijos!

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  5. "Em alguns momentos, a solidão é a melhor companhia... desfrute-a!!!"

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  6. .. mas quando fecho os olhos, as paredes não mais estão lá. E me sobra o infinito com que me contentar, e com o que preencher.

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  7. É amigo, as vezes, queremos ficar paralisados, precisamos de um tempo, um tempo nosso...Adorei!
    Beijos
    Luana Barcelos

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  8. As vezes precisamos parar e nos reencontrar.

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