quinta-feira, 3 de novembro de 2011

“Paciência” (14/10/2011)

O romance vai voltar
Independente da primavera
Logo, indiferente as minhas vontades
Preciso apenas acomodar o vazio
Ver o horizonte como mais um passo
Deixar envelhecer a lembrança
Caminhar de mãos com a solidão
O real é que vai me salvar

Não vou abandonar um centímetro de vida
Quero tudo plenamente mais uma vez
Não abro mão nem dos pedaços
Sairei do sonho para a vida
Enquanto não vale dormir
Não aprisionarei o meu sentir
Tenho certeza de que ele irá voltar

Ass: Danilo Mendonça Martinho

12 comentários:

  1. Um pedaço de Gibran para guiar um par de versos:
    “Quando o amor vos chamar, segui-o, embora seus caminhos sejam agrestes e escarpados; e quando ele vos envolver com suas asas, cedei-lhe, embora a espada oculta na sua plumagem possa ferir-vos; e quando ele vos falar, acreditai nele, embora sua voz possa despedaçar vossos sonhos como o vento devasta o jardim."

    um grande abraço, amigo.

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  2. 'Sairei do sonho para a vida'

    Como faz isso?

    Bjs

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  3. O sentir é que faz abraçar o sonho e fazer com que ele passe a ser cheio de concretude real.

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  4. Concordo com a Carol, o amor sempre passa suavemente pelos sentidos! :-)

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  5. As estações são sazonais, com perdão da redundância.

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  6. Tanta esperança, esse emblema de quem vestiu as asas do amor. Lindo escrito, salve a poesia de Colina!

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  7. Eu precisava ler isso hoje, obrigada! =)

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  8. Esperança otimista que mantém os pés no chão.

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  9. "Não abro mão nem dos pedaços.."
    Somos feitos de pedaços...

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  10. A paciência é sábia e alivia muita coisa! Deixa a vida mais serena, apesar de exigir certos sacrifícios...

    Perfeito poema, querido!

    Beijos!

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