"Poeta da Colina - Um Romântico no Século XXI"

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Post Especial #1

O poema a seguir está no livro "Poeta da Colina - Um Romântico no Século XXI" e será recitado na Noite de Autógrafos do próximo dia 22 de Setembro. O evento terá cobertura de foto e vídeo da produtora Tripé De Ideias.

(OBS:O livro só está a venda pela internet. O tempo média de chegada do livro depois de pedir são 3 dias úteis.)

“Só de Passagem” (20/04/2006)

A vida se isolou hoje
Nos carros engarrafados
Salas vazias, casas abandonadas
As pessoas fogem de si próprias
Todos para os mesmos lugares
Tentando algum dia escapar
Onde é longe demais?

A vida se esvaziou
Foi deixada para trás
Saturada, insana, sufocante,
Hoje descansa dos indivíduos
Espera pacientemente a volta
Daqueles que procuram sem achar
Mas por enquanto só esqueça
O mundo não é o mesmo
Habitado apenas por animais

A inércia tomou conta
Aceitei sem lutar
Talvez esteja fraco
Corações partidos
Cicatrizes diárias
Talvez seja consciente
Fechei meus olhos
Soltei sua mão

Ass: Danilo Mendonça Martinho

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

“Poeta da Colina – Um Romântico no Século XXI”

Ele é simples, um primeiro, mas de coração. Já está a venda o meu primeiro livro, reunião de algumas poesias desde que comecei a escrever até meados de 2009. É uma emoção tê-lo na mão e um frio na barriga compartilhar com vocês. Não sei o que pensarão sobre ele. Tudo que sei, e tento manter a consciência disso, é que minha palavra não vai mudar o mundo, e há muitas almas que não moverei. Mas uma alma apenas que tocar já será minha felicidade, pois é um privilégio chegar até a alma. Espero que me permitam tal presente.

Obs: A venda do livro está sendo realizada pelo site do Agbook, no link: http://www.agbook.com.br/book/47734--Poeta_da_Colina

No dia 22/09 será uma Noite de Autógrafos, sem comercialização do mesmo. E com direito a um pequeno Sarau. Nos próximos posts vou apresentar algumas das poesias do livro que estarei recitando por lá.

Ass: Danilo Mendonça Martinho




segunda-feira, 22 de agosto de 2011

“Principiante” (15/08/2011)


É fácil admirar-se
Encontrar desenhos particulares
Tracejados de uma face
Esboços de um sorriso
Silhuetas de um desejo
Disfarces do pecado
É fácil perder-se
Imaginar o destino
Jogar com a sorte
Brincar com a chance
Desfazer em sonhos
Construir utopias
Difícil...
É escrever a primeira fala

Ass: Danilo Mendonça Martinho

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

“Condenado” (09/08/2011)


É uma pena
Deflagrar a verdade
Numa única palavra
Amor é uma conseqüência
A qual voltarei
Como se fosse um erro
Inebriado pela promessa
Embebedo minhas páginas
Sem pudores racionais
Despido de consciência
Perco-me na rima
Preso ao universo
Aquém da paixão
Vazio de realidade
Romanceio a esperança
Um sentir em exagero
Deixaram-me rasgar o peito
Disseram que era longe demais
As feridas se multiplicam
Fiz de tudo uma chance
Sem saber que tinha medida
Sobrou-me ser réu
Perpetuar
Crimes de romantismo
Desculpe se me entrego
Fecho os olhos para o mundo
Mas é preciso preencher os espaços
Até que me tomem a palavra
E a solidão cobre minha pena

Ass: Danilo Mendonça Martinho

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

“Uma ideia” (01/08/2011)


Talvez ser feliz não seja tão complicado assim. Não podemos ser todos os sonhos, mas quem disse que um já não será suficiente? É provável que tudo se resuma as escolhas do dia a dia. Sorrir, abrir a janela, olhar o horizonte, fechar os olhos, respirar a vida, sentir o suave do Sol ou o cheiro da chuva, abrir os braços, acreditar, firmar os passos, realizar-se, libertar, ficar em paz, encontrar saídas, fidelizar-se à emoção, suspirar, caminhar, sonhar, enxergar a vida sempre como possível.

Ser feliz pode ser bem fácil quando não ficamos a esperar que um outro nos faça.

Ass: Danilo Mendonça Martinho

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

“Sob medida” (27/07/2011)


A solidão me veste
Quando as portas fecham
Quando o dia amanhece
Quando a noite cai
O suspiro marca o silêncio
O infinito invade os olhos
O mundo vira apenas possível
A vida conforta
O passo já não pesa
Longe de pressões sociais
Perto do que sinto
Sou apenas um pulso
A mesa já foi preenchida
O convite ficou aquém
Meu vazio tem outro gosto
Encontro com nostalgia
Boa parte da vida está dentro
Não me julgue se me afasto
Não perturbe se me calo
Nem tudo que me serve, completa
Fico sem o brinde
Hesito nos abraços
Guardo minhas palavras
Prefiro o som dos meus passos
A esse caminhar sem ritmo

Ass: Danilo Mendonça Martinho

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

“Luz da Estrada” (23/07/2011)


No fundo da noite
Separamos entre as estrelas
Tudo que foi abraço
Tudo que restou do amor
Nas sobras do real
Somos o que sobreviveu
Apesar dos desvios do caminho
Das chances para voltar
Sem perspectivas de final
Formamos o sorriso
Que ecoa no breu da vida

Ass: Danilo Mendonça Martinho

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

“Negligência” (19/07/2011)

Tentamos
Eufemismos
Meias palavras
Distâncias
Silêncios

Evitamos
Conflitos
Lágrimas
Verdades
Dores

Escondemos
Corações
Almas
Sentimentos
Palavras...

Bastava uma

Ass: Danilo Mendonça Martinho