quinta-feira, 28 de julho de 2011

“Existência” (03/07/2011)

Não sei quando cheguei
Muito menos se escolhi
A lembrança é um fragmento
A infância uma escuridão
A consciência começou tarde
Ainda não sei quem sou
Como humano uma máquina
Como razão uma essência
Para onde ir?
O viver não é coerente
As ações são aleatórias
Não há respostas
Apenas uma única perspectiva
Mutante, amarga e esperançosa
Preciso agir enquanto não volto
O que me trouxe me levará
Não saberei como
Nem fará diferença
O ser é somente um agora
Todos viremos a dexistir

Ass: Danilo Mendonça Martinho

14 comentários:

  1. Mesmo errada
    Não quero respostas, quero prosseguir...

    Bjs
    Boa noite

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  2. Somos agora no passeio que chamamos de vida.

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  3. Nunca saberemos onde estamos, nem para onde vamos. Muito menos sabemos quem nós somos ou não somos, por somente existirmos. Quem sabe um dia saberemos ser, se é isto o que nos resta somente. No fim, deixaremos mesmo de existir.

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  4. Todos viremos a dexistir. Bela criação, meu poeta.

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  5. viver é coçar os olhos para tirar os ciscos.

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  6. Existência condensada em poesia, com um ponto final extraordinário.

    Parabéns!

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  7. Olá,
    Comecei um blog há pouco
    Espero você lá
    Sigo-te
    p.s.: amei teu espaço

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  8. Viver não é necessário, o que é necessário é criar!

    Sempre me encanta, sorriso no rosto!

    Bjs, boa noite!

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  9. "Alegria de encontrar na figura exterior os ecos da figura interna: ah, então é verdade que eu não me imaginei, eu existo." (C. Lispector)

    Esse encantamento se transborda e de surpresa sorrio junto contigo!


    Beijo meu, poeta!

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  10. A vida não é lógica, intuo, interpreta-se como bem quiser. E quão linda é a interpretação que leio aqui.

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  11. Bom estar aqui Poeta, sentindo o gostinho perene da sua poesia... Beijos.

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