segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

“Poeta Desertor” (02/02/2011)

Um ar pesado me encontra
No fim de cada palavra
O sussurro negligenciado
Consumindo cada linha
Por mais que me desfaça
A sombra ainda permanece
Não há poema sem rastro
Que não carregue omissões
O poeta que aguarda
O revelar dos segredos
A morte da verdade
No respiro de cada verso
Meus pêsames a esperança
Senhora de todas as rimas
Teus filhos a abandonaram
Construindo uma mentira
Aqui onde toda voz é vã
Nascidas já em silêncio
Que também pode sufocar
Não me venda esse olhar
Como se tivesse salvação
Apertei o gatilho
Trouxe a caneta até a mão
Devassei um princípio
Como quem ama quem não quer
Ao esconder o coração
Assinei-te o exílio
Fiz de todo sentimento uma guerra
Entrincheirado neste sótão
Percebi tarde demais
Diante o papel em branco
Quantos corpos hei de enterrar?

Ass: Danilo Mendonça Martinho

9 comentários:

  1. Uau!!! Lindo demais... Como tudo o que você escreve... BJks

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  2. Boa tardeeee
    Adoreiii o seu blog ele é muito lindo !!!
    To seguindo você, me segue também !!!
    http://lettymorenaa.blogspot.com/
    Abração e Boa Tarde pra você !!!

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  3. Saudades dessas palavras!
    Ou melhor, desse Poeta!

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  4. Intenso!!
    Calou as minhas letras, não há versos que se enterre aqui!!

    Beijos

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  5. Olá querido!

    Um homem com alma de poeta... adorei tudo por aqui!

    Parabéns viu... vou sempre visitá-lo para prestigiar suas belas palavras...

    Beijos iluminados
    http://lainefreitas.blogspot.com

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  6. As costas ainda gritam.
    Os olhos ainda choram.
    Espero que da próxima vez eu consiga silenciar a sua gritaria afônica.
    Espero que da próxima vez você consiga emudecer o meu silêncio ensurdecedor.

    http://cafecomrosas.blogspot.com/

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  7. De certa forma, estou aí em suas palavras. De certa forma.

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  8. Como teus versos me faz refletir sobre um monte de coisas novas pra mim...
    bjs*

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  9. me vi também atravessar este deserto, sem me ver passar.

    Impressionante este poema aqui!

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