domingo, 7 de junho de 2009

“Platonismos Cotidianos” (31/05/2009)




Eu olho um sonho lindo
A imagem perfeita de nós dois.
Eu aprecio o momento com um sorriso
Eu vejo a chuva cair fina e franzir teus olhos
Eu vejo teus lábios em fricção,
Tenuamente armazenando uma camada d’água
Satisfaço-me em você
Neste olhar que me alimenta as entranhas
Me impede os movimentos,
Me pede para não partir.
Eu lhe digo a frase perfeita
Tirando definitivamente seus pés do chão.
Você segura minha mão mais forte
Não vamos a lugar algum.
Teu toque não me incomoda
Nada me pareceu tão confortável antes
Teu rosto contra meu peito
Nossa dança sem nome.

Nosso beijo foi conseqüência
Violenta e feroz de nossas paixões
Ressentidas, protegidas, agora vulneráveis.
Tudo é tão certo e meu...
É impressionante lhe perder num piscar de olhos
Não tenho seu telefone, nem sei seu nome,
Tenho somente tua imagem
Destacada no meio da multidão.
Na estação que nunca desço
No ônibus que mal pego
Nas ruas onde não vivo.
Você vive e respira sem mim
Sem saber do plano
Sem ouvir os mais bonitos poemas.

Eu ocupo a manhã em contar nossa história.
Eu distraio o tempo e a memória
As paredes e seus ouvidos.
A única coisa que lamento em dizer...
É que pela falta de nosso encontro...
Amanhã será outro conto
Uma nova protagonista
Um outro final.

Ass: Danilo Mendonça Martinho

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